terça-feira, 24 de novembro de 2009


''Estou Sozinho''

É triste !!!
Quando me sinto sozinho
Estou rodeado de gente
Que mente
Que nada sente
Que vive uma triste
Felicidade
Que não tem amor
Que vive com dor
Que faz teatro
De manhã
Ao sol pôr
E mesmo rodeado de gente
Posso escolher outro caminho..
Numa certeza descontente
De ficar novamente… Sozinho

"Ainda te espero"

Emoldurei lembranças de ti
Em quadros que afixei
Nas paredes caiadas da memória
Em páginas plissadas, encardidas

Dobradiças no livro da nossa estória
Derramei nas flores que me enviaste
aquele perfume aprazível que me destes
Com as flores já embriagadas
adornei meu dileto leito
e adormeci na efusiva lembrança
De uma tórrida paixão
Convulsionada no peito

Tua voz eufônica ainda retumba
Na harpa dos meus ouvidos
Não sou capaz de apartar de mim tua face
Mantenho a tua presença em meu quarto
Como um livro de cabeceira
Como um irrevogável enlace

No vácuo das minhas recordações
Contemplo atônita, tua imagem
Nos olhos esmaltados da minha mente
ela ainda me traz a sensação de estar contente

Enebriada, aguardo eufórica, a tua chegada
A qualquer momento
Em qualquer tempo
Na sobrevida do nosso cálido sentimento

segunda-feira, 23 de novembro de 2009


As Lágrimas do Vampiro


Á uma alma triste e errante


“... A última luz da tarde
Foi ao longe se apagando.
Era uma linda estrela
Ao céu retornando.

Deixou a terra para sempre
E tudo se tornou triste e frio.
Meu coração se partiu em pedaços
E restou em meu peito um enorme vazio.

Como eu pude um dia
Sonhar com seu amor?
Meu anjo do céu
Que só conheceu a dor?

Não estava ao meu alcance
E eu não te merecia
Minha alma era tão negra
Que na escuridão se desvanecia.

Mas ela se foi,
Anjo lindo que tanto sofreu.
E a minha vida também se acabou
Com o meu amor que morreu.

O que posso fazer agora
Além de chorar?
Conheci-te tão pouco em vida
Mas nunca deixarei de te amar.

Irei vê-la sempre
Em sua sepultura.
Sobre ela colocarei rosas
E beijarei a terra com doçura.

Como se fossem seus lábios
Que eu tanto amei.
E lágrimas de sangue
Para sempre eu chorarei.

A chuva fina cai
E o frio me envolve
No silencioso cemitério
Onde nada se move.
Eu estou ajoelhado
Diante o túmulo da minha amada.
Somos só eu e ela ,
E mais nada.

Não me resta muita coisa
A não ser dizer-lhe adeus.
Ou melhor, até breve
Mais lindo sonho meu.

Que venha logo o dia
Do nosso feliz reencontro
Minha amada tenha pena
Da alma deste monstro...”

sábado, 7 de novembro de 2009



imediatamente para casa, louca para contar à mãe que havia descoberto o que era o amor.
- Que bobagem! – foi a resposta fria que escutou. – As estrelas não foram feitas para
que as mariposas possam voar em torno delas. Procure um poste ou um abajour, e se apaixone por
algo assim; para isso nós fomos criadas.
Decepcionada, a mariposa resolveu simplesmente ignorar o comentário da mãe, e
permitiu-se ficar de novo alegre com a sua descoberta. "Que maravilha poder sonhar!" pensava. Na
noite seguinte, a estrela continuava no mesmo lugar, e ela decidiu que iria subir até o céu, voar em
torno daquela luz radiante, e demostrar seu amor.
Foi muito difícil ir além da altura com a qual estava acostumada, mas conseguiu
subir alguns metros acima do seu vôo normal. Entendeu que, se cada dia progredisse um
pouquinho, iria terminar chegando na estrela, então armou-se de paciência e começou a tentar
vencer a distância que a separava de seu amor. Esperava com ansiedade que a noite descesse, e
quando via os primeiros raios da estrela, batia ansiosamente suas asas em direção ao firmamento.
Sua mãe ficava cada vez mais furiosa:
- Estou muito decepcionada com a minha filha – dizia. – Todas as suas irmãs, primas
e sobrinhas já tem lindas queimaduras nas asas, provocadas por lâmpadas! Só o calor de uma
lâmpada é capaz de aquecer o coração de uma mariposa; voce devia deixar de lado estes sonhos
inúteis, e arranjar um amor que possa atingir.
A jovem mariposa, irritada porque ninguém respeitava o que sentia, resolveu sair de
casa. Mas, no fundo – como, aliás, sempre acontece – ficou marcada pelas palavras da mãe, e achou
que ela tinha razão.
Por algum tempo, tentou esquecer a estrela e apaixonar-se pela luz dos abajoures de
casas suntuosas, pelas luminárias que mostravam as cores de quadros magníficos, pelo fogo das
velas que queimavam nas mais belas catedrais do mundo. Mas seu coração não conseguia esquecer
a estrela, e depois de ver que a vida sem o seu verdadeiro amor não tinha sentido, resolveu retomar
sua caminhada em direção ao céu.
Noite após noite, tentava voar o mais alto possível, mas quando a manhã chegava,
estava com o corpo gelado e a alma mergulhada na tristeza. Entretanto, a medida que ia ficando
mais velha, passou a prestar atenção em tudo que via à sua volta. Lá do alto, podia enxergar as
cidades cheias de luzes, onde provavelmente suas primas, irmãs e sobrinhas já tinham encontrado
um amor. Via as montanhas geladas, os oceanos com ondas gigantescas, as nuvens que mudavam
de forma a cada minuto. A mariposa começou a amar cada vez mais sua estrela, porque era ela
quem a empurrava para ver um mundo tão rico e tão lindo.
Muito tempo se passou, em um belo dia ela resolveu voltar à sua casa. Foi então que
soube pelos vizinhos que sua mãe, suas irmãs, primas e sobrinhas , e todas as mariposas que havia
conhecido, já tinham morrido queimadas nas lâmpadas e nas chamas das velas, destruidas pelo
amor que julgavam fácil.
A mariposa, embora jamais tenha conseguido chegar à sua estrela, viveu muitos anos
ainda, descobrindo toda noite algo diferente e interessante. E compreendendo que, as vezes, os
amores impossíveis trazem muito mais alegrias e benefícios, que aqueles que estão ao alcance de
nossas mãos.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009


Eu sou um anjo negro, obscuro, com uma crúz envertida na mão com espinhos, O passado a ruinado, o presente, envenenado, O futurO destruidO... a maldição, que te persegue por todos os lados. O mais cruel das pessoas, O mais Obscuro de todos os anjos...Seria um morcego quem se transformaria em vampiro e sugaria seu sangue fresco, sorrindo... descontroladO. Eu derrubaria todos os seus muros, e queimaria as suas duas mãos. Te prenderia, na agonia... te atormentaria, noite e dia. Eu seria das criaturas, O mais terrível... e dos anjos, o mais odiado. A força que te prende, que corroí a sua alma. Te largaria no meio da chuva, se pudesse te afogaria na enchente. Cobriria teus olhos e tamparia sua boca, deixaria seu corpo todo dormente. Eu te arrastaria pro inferno, nem que tivesse que viver ali e te vigiar. Atormentaria todas as suas noites... ''te fazendo acordar''

sexta-feira, 2 de outubro de 2009


"O beijo"

Deve ser úmido
Com o calor do amor
Mesmo que um amor de um só beijo.

Deve ser de olhos fechados
Para que se veja, a face do pecado.

Deve o bom beijo
Continuar no olhar
tempos após o mundo girar.

Deve o bom beijo
Trazer o gosto de mais beijos
Vinho, frutas e queijos.

O bom beijo de ve ser como um rio
no qual nos deixamos levar
Sem o medo da falta de ar.

"O lobo Com fome"

O corpo adoece
O corpo enrijece
O corpo apodrece
Mais antes que tudo cesse
O corpo tece
Mil vezes
Mil prazeres.

"O canto do lobo"

Eu só sei que é preciso.
Que eu preciso.
Desta imprecição.

Seja bem-vindo.
Ao meu mundo.
À minha dor.
À poesia, ou seja lá o que for.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

''Tulipa Negra''

Do preto e o branco sem diferenças
Entre cores de vidas repetidas
No dia do dia de iguais esperanças
Da fé não esconder dores sentidas

De dúvidas e dívidas não ditas
Na incerteza a certeza é magia
Em almas gêmeas e nascidas benditas
Do sopro no verbo feito com poesia

Importa da porta ao universo
Em passagem da luz mostrar caminhos
De pés descalços no verso e reverso

Das mãos em toque nascem igualdades
No deslumbre de sonhos em carinhos
A Tulipa Negra traz felicidades!

''À espera do meu anjo querido''

Eu sento na beira da ponte
daonde te vi partir
E fico ali à espera te uma pena tua
que me faça sorrir

O vento murmura blasfêmias
Nas quais não quero acreditar
Pois o nosso amor é eterno
Senão me jogo daqui para o mar

Dia e noite penso em ti.Te aguardo bem aqui.
Fico imaginando o que deve estar fazendo aí.
Não me movo, nem como. Só sonho... contigo.
Sozinho... longe daqui... longe de mim.

Sem você eu sofro em silêncio.
Com uma angústia no peito, um nó na garganta
e lágrimas dos meus olhos escorrendo...

...à espera de ti.
†Na escuridão†

Na escuridão, tudo que é morto vive... o sangue brota da terra e lava nossas mãos! A morte é o caminho para a paz...nossas almas já não choram e o oculto nos cerca.


Ðiante do véu, não temas! oh, criaturas de mente pequena e corações vazios...estamos apenas por trás do espelhos...espelhos esses que vocês sempre vêem mas nunca se dão conta do que tem atrás.
A vida é a morte e a morte é a vida, ela acende minha chama e eu chamo você!!!!

Viver em um mundo maravilhoso
Mais com pessoa destrutivas que não entende
O quanto faz mal para si mesmo brincando com esse mundo que poderia ser maravilhoso.
Mais não é pelo fato de existir pessoa hipócrita e libertinas que aqui vivem.
Pessoas que merecem apenas a morte e nada mais...
Merece a morte de suas almas
Merece que suas ilusões virem realidade
Apenas para que se assustem com sua própria verdade
Pessoa que não dão valor ao próprio lugar que abi tão
Pessoas que não dão valor ao próprio coração
Que vivem em uma mentira apenas para não mostra sua verdadeira face
Se tiver face já que vivem em uma ilusão.

Poesia de minha autoria.

terça-feira, 29 de setembro de 2009


†sOu aPenaS UmA CriaÇãO peRDiDo nA EsCuRidãO
O AnjO CaídO Que mOstRaRá a VocÊ,O CaMinHo dA PeRdiÇãO
Não tenho Coração....

Os morcegos voam durante a madrugada..
E com eles levam minha alma aos pedaços.
Eu não tenho coração.
Ele sangrou e de tanto odiar me deixou sem sentimentos.
Me deixou sem saber se estou no fim do mundo ou no inferno.
Esta vida me deixa louco.
E a cada dia eu tenho a certeza.
De que somos felizes apenas na hora de nossa morte.
Pois a alma se libertará.
E nosso corpo flutuará como uma folha seca de outono.